Monólogo da traição - Rotina

Como minha sopa,
Desfaço a moça
Tiro meus rastros.
Repasso o canto
Lavo meu manto
E te refaço.
Limpo a boca,
Seco os lábios
Eu não canso de repetir.
Canto-lhe versos,
Dou-te um beijo para dormir.
Saiu à chuva,
Procuro uma e te encontro.
Como com gula
E mais uma vez pego meus panos.
Nada preenche,
Nem me prende e eu quero mais.
Sinto-me sozinho aos trapos,
Nada me satisfaz.
Vivo na culpa,
Olhar nos olhos,
Não sou capaz.
Deleito-te em lagrimas,
Não sinto nada,
Dou-te promessas,
Mas são só palavras.
O amor me prende,
Me surpreende,
Mas eu ainda quero mais.
Olhos ao lado, lembram do passado,
Eu sou capaz.

Admiro a chuva,
Gotas me lembram da sua face,
Honro as palavras,
A chuva passa,
O amor me prende mais um verão.
Passa um tempo, mesmo amando,
Tudo de novo,
Limpo os rastros, até a próxima estação.
06:00 24/01/2011
A. Alawara Chavéz
muito bom!!!
ResponderExcluirum ato escondido por tras de uma rotina
nada suspeitah...
intrigante e faz relevar o termo
confiaça.
muito bom mesmo!!!
exatamente...fico feliz q tenha entendiddo...preciso d comentários assim, sinceros. obrigada XD
ResponderExcluirNhyaa One - chan esta mt lindo este poema xD
ResponderExcluirme fez lembrar de um tempinho atras qndo me sentia assim hehehe
qndo se cai na rotina é dificil sair D:
revelação Thais... kakakak zoa! shiiii' Mas é mesmo..
ResponderExcluirTe adoro, obrigada, q bom q gostou!
muito legal este poema
ResponderExcluirXD