terça-feira, 22 de novembro de 2016

ASAS



































                                           


 Asas

Penas cortadas não alçam voo,
mas a mente liberta alcança o céu.

A sociedade apara a alma do poeta,
e a humanidade o destrói.

Falhos e impuros seres,
presos a carne.

Velhos e novos prazeres,
dilaceram o sentir.

O corpo apodrece,
mas a alma voa pelo tempo.

Vidas e vidas se passam,
ciclos ruins que se repetem.

Versos que ultrapassam eras,
cravados na memória do ser.

As asas sobrevoam milênios,
mas O fio vermelho não deixa esquecer.

As energias fluem,
e o emaranhado se desfaz.

No fim do caos do cais,
O voo cessa no azul de um novo céu.

2 comentários:

  1. Oi, Andressa. Tudo bem? Cheguei aqui por causa do seu Tinder, haha. Vim dar uma olhada em alguma poema, embora minha praia seja a prosa; não sou bom para compreensão de poesias. Mas eu gostei desse tom transcendental que impregna boa parte das estrofes, tal como a poesia deve ser.

    Eu também tenho um blog, caso queira dar uma olhada. Eu posto basicamente resenhas por lá, mas também publico alguns contos.
    Abraços.

    http://www.golenerd.com.br

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